Álbuns internacionais que você tem que ouvir antes do fim de 2020

Sites do mundo inteiro publicam listas de “melhores álbuns” nesta época do ano. 2020 foi um ano bastante atípico, mas as listas se mantêm fazendo sucesso. O POPline, contudo, propõe uma lista diferente: álbuns que você tem que ouvir antes do fim de 2020.

Os títulos foram escolhidos por jornalistas da redação do site. São discos que, no mínimo, merecem sua atenção. Talvez, em meio a tantos lançamentos e trabalhos descartáveis, uma ou outra obra preciosa tenha passado despercebida para você. Confira:

“CALM” – 5 Seconds Of Summer

Por Caian Nunes

Álbuns internacionais que você tem que ouvir antes do fim de 2020
(Foto: Divulgação)

Sinto que existe certo preconceito com relação à banda. Até eu mesmo sentia algo parecido com isso. Quando disse que estava gostando de ouvir, não fui levado a sério. Talvez seja uma imagem antiga de uma banda de pop/rock um pouco datada que eles ainda têm, mas venho aqui dizer… O 5 Seconds Of Summer é maior que isso! Houve uma clara evolução. A prova está no álbum “CALM”.

Comecei, primeiro, a gostar dos singles, a partir do álbum “Youngblood”. Quando me dei conta, estava viciado em alguns. Resolvi, então, dar uma chance para o álbum “CALM”, me surpreendi! É muito bom! As sonoridades são bem diversas, indo de algo mais retrô, em outros lados mais moderno, algumas músicas com melodias e letras muitos fortes. Destaque para os vocais de Luke Hemmings, que são impecáveis. As melhores músicas são “Red Desert”, “Easir”, “Wildflower”, “Thin White Lies” e “Lonely Heart”.

“El Último Tour Del Mundo” – Bad Bunny

Por Douglas Françosa

"El Último Tour Del Mundo" - Bad Bunny
(Foto: Divulgação)

Daqui a dez anos, quando a música latina já estiver acostumada a dominar as posições mais altas das paradas ao redor do mundo, nos lembraremos de quando o porto-riquenho Bad Bunny colocou o primeiro álbum em espanhol no topo da Billboard. Se com seus trabalhos anteriores, o artista já era uma figura interessante, com “El Último Tour Del Mundo” tornou-se irresistível.

O projeto apresenta uma versatilidade organizada que não permite que o ouvinte termine de ouvi-lo sem se apaixonar por, pelo menos, algumas faixas. Em seu quarto álbum, o cantor aposta na colagem de ritmos e, com muita criatividade, aborda temas como relacionamentos, fragmentos cotidianos e angústias exploradas por uma perspectiva sentimental que já é típica do artista.

“Fetch The Bolt Cutters” – Fiona Apple

Por Daiv Santos

Álbuns internacionais que você tem que ouvir antes do fim de 2020
(Foto: Divulgação)

Relacionamentos tóxicos, expectativas quebradas, depressão e até violência sexual. Fiona Apple reuniu temas pesadíssimos e traduziu como ninguém o claustrofóbico 2020. “Fetch The Bolt Cutters” vai na contramão do escapismo de “Future Nostalgia”, da Dua Lipa. É um trabalho visceral, feito e lançado durante a incerteza da pandemia que assola o mundo.

Mesmo na crueza de canções como “Shameika”, a sofisticação está ali e te tira da zona de conforto. E se “gerar incômodo” é o papel da arte, este álbum cumpre com brilhantismo a sua função. O melhor retrato musical de nossas vidas na atualidade deveria estar indicado para Álbum do Ano no Grammy.

“Lonely Diamond” – Ocean Alley

Por Carolina Stramasso

Álbuns internacionais que você tem que ouvir antes do fim de 2020
(Foto: Divulgação)

Ocean Alley não é muito conhecido no Brasil, mas deveria! Os roqueiros australianos conquistaram a América do Norte e Europa com “Confidence”, single que os fez trocar os pequenos pubs de Sydney por grandes festivais ao redor do mundo, e todo esse potencial foi reforçado com o lançamento do terceiro álbum de estúdio “Lonely Diamond”. O projeto, assim como os anteriores, segue misturando blues, surf rock e rock alternativo – mas com uma pegada mais profunda, entregando músicas carregadas de emoção que abusam nos instrumentais.

Em razão da pandemia, o álbum foi gravado em blocos e é possível ver diferenças no ritmo das canções, como em “All Worn Out” e “Luna”. Mas isso não chega a ser um ponto negativo, já que as melodias das 12 faixas acabam se conectando de maneira muito natural. Em um ano como 2020, em que decidi me aventurar em novos estilos musicais, ouso dizer que Ocean Alley certamente é uma das melhores bandas que já escutei. Deem uma chance, vale muito a pena!

“Only Child” – Sasha Sloan

Por Amanda Faia

Álbuns internacionais que você tem que ouvir antes do fim de 2020
(Foto: Divulgação)

A lista é pessoal, né? Então pensei em sair um pouco da caixinha e contar minha experiência nesse ano louco. Eu não consegui consumir música agitada, dançante. Acho que, em parte, meu subconsciente procurou distração em músicas de melodias mais serenas e em vozes mais suaves. A Sasha Sloan foi um nome que me foi felizmente indicado este ano. A cantora me remete um som de uma das minhas artistas preferidas que é a Sara Bareilles. Somado a um poder de composição de emocionar ela é certamente um nome que já entrou entre os favoritos do ano e o álbum “Only Child” é perfeito para você respirar, fechar os olhos e se deixar emocionar pela mensagem.

“Petals For Armor” – Hayley Williams

Por Leonardo Rocha

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(Foto: Divulgação)

Muita gente ainda não sabe, mas Hayley Williams anda colhendo bons frutos de sua carreira solo, iniciada em 2020, em paralelo aos trabalhos no Paramore. E já no primeiro disco da empreitada, o “Petals For Armor”, a cantora mostra versatilidade e novas cores de sua personalidade artística nas composições do registro, deixando de lado a sonoridade enérgica característica da banda que à lançou no mercado fonográfico em 2005.

Coeso e maduro, o novo produto imprime um conceito artístico cuidadosamente arquitetado e belas harmonias construídas em torno do rock alternativo, da música eletrônica e o do R&B, com pitadas de indie e até do punk rock. Mas não se espante! Todas as canções são complementares e não destoam umas das outras. Embora as letras revelem momentos difíceis da trajetória de Hayley, como divórcio, as crises de depressão e sua autodescoberta, a obra soa otimista, transmitindo uma mensagens de esperança aos fãs. Uma ótima pedida para trazer um alento ao coração num ano cheio de altos e baixos.

“S16” – Woodkid

Por Rodrigo Paiva Leite

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(Foto: Divulgação)

Sete anos depois do seu primeiro álbum, finalmente Woodkid liberou o seu novo disco, “S16”, uma viagem pelo mundo industrial através de sons, visuais e composições impecáveis. Yoann Lemoine, a pessoa por trás do Woodkid, já trabalhou com grandes nomes no mundo pop, como Rihanna, Lana Del Rey, Harry Styles, Taylor Swift e Katy Perry. Agora, vale dar o play no “S16” e se encantar com a produção!

“Ungodly Hour” – Chloe x Hale

Por Kavad Medeiros

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(Foto: Divulgação)

Com toda certeza você deve ter ouvido uma ou várias músicas de Chloe x Halle neste ano, seja nas plataformas de streaming ou nas várias performances ao vivo que elas fizeram para divulgar o álbum “Ungodly Hour”. Por isso venho aqui, quase como em uma missão, mostrar que além de singles incríveis, essa dupla de irmãs fizeram um dos melhores álbuns de 2020.

Uma verdadeira obra de arte, coesa e de um R&B tão chic que nos lembra de quando o gênero estava em seu auge e dominava as paradas de sucesso, lá no começo dos anos 2000. É uma mistura de nostalgia com renovação do gênero, com instrumentais limpos e uma qualidade vocal de deixar qualquer um com inveja. Uma pena o Grammy não o ter colocado entre os Álbuns do Ano, porque merecia. E demais.

What’s Your Pleasure? – Jessie Ware

Por Mari Pacheco

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(Foto: Divulgação)

O álbum lançado em meio aos piores meses da pandemia do coronavírus nos trouxe o melhor e mais fino daquilo que a gente não poderia ter: as pistas de dança. Em seu quarto álbum, a londrina Jessie Ware aposta no que há de melhor da década de 1980, incluindo a sonoridade charmosa dos sintetizadores na faixa título, que lembram o New Order, mas sem esquecer também da década anterior em faixas como “Soul Control” ou “Ooh La La”, com linha de baixo marcada que despertam saudades do Chic e Nile Rodgers.

“What’s Your Pleasure?” também invoca o electropop e o deep-house com maestria em faixas como “Save a Kiss”, que poderia ser assinada pela Robyn com tranquilidade. Em meio a “disco fever” que vivemos em 2020, o trabalho de Jessie Ware se destaca pelo glamour e pela delicadeza de sua produção hipnotizante e faz valer cada centavo do investimento em fones ou caixas de som de alta qualidade.

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