Taylor Swift lança Evermore, seu segundo álbum de 2020

Meia-noite nos Estados Unidos. Duas da manhã no Brasil. Minutos antes da estreia do seu novo álbum, Taylor Swift respondeu algumas curiosidades dos fãs sobre suas músicas em uma seção de comentários do YouTube. E foi lá que a artista revelou que seu último álbum “Folklore” representa o calor da primavera e do verão, enquanto “Evermore” simboliza o outono e o inverno. 

De fato, é um álbum mais duro em suas letras, mais resistente, como se tivesse criado uma carapaça depois de contar histórias de relacionamentos que não deram certo no último verão. Porém, o tema não muda. Ainda se trata de um álbum sobre relações complexas, mas, dessa vez, mais maduras. 

Jack Antonoff e Aaron Dessner voltam como produtores do disco, e Justin Vernon (ou “vocalista do Bon Iver” para os íntimos) e William Bowery (pseudônimo de Joe Alwyn, namorado de Swift) voltam a ser coautores de diversas músicas.

Abrindo o álbum temos “Willow”, que, ao contrário de “Cardigan”, soa propriamente como um single e, de quebra, ganhou um clipe ao mesmo tempo que o disco estreou. Com uma sonoridade mais pop que o álbum inteiro de “Folklore”, a música traz um eu-lírico que implora para que seu homem lhe pegue pela mão e estrague seus planos.

Taylor parece falar com a audiência quando diz “A vida é um salgueiro que se dobra diante do vento, mas eu sempre volto mais forte que uma tendência dos anos 1990”.

Apesar do disco começar diferente de “Folklore”, a sonoridade do “álbum-irmão” de “Evermore” já aparece na faixa seguinte.  “Champagne problems” foi sonorizada totalmente por Aaron Dressner, com uma participação do baixista Logan Coale, e evoca o mesmo sintetizador com o qual já estávamos acostumados no último álbum de Swift, além, claro, de apresentar uma letra sobre desencontros amorosos.

Porém, uma das maiores surpresas do álbum foi “Gold rush”, que começa grandiosa e caminha para um pop dançante entrelaçado com violinos e uma forte bateria.

A partir daí, começamos a ver uma maior influência de “Folklore” em “Evermore”. “Tis the damn season”, “Tolerate it” e “Happiness” são baladas tristes, com letras assertivas que expõem o quão difícil é estar em uma relação que está a ponto de desmoronar. “Se isso tudo for invenção da minha cabeça, me diga se eu entendi algo errado. Eu sei que meu amor deveria ser celebrado, mas você apenas o tolera”, são alguns dos versos mais fortes de “Tolerate it”, quinta faixa do álbum.

“No body, no crime” foi feita em parceria com HAIM, uma banda de indie-rock americana e amiga de longa data de Taylor Swift. Um country com ares de mistério, a música traz uma história de assassinato com tons maliciosos e sonoridade interessante, porém, com vocais muito tímidos das meninas do HAIM. Aliás, de duas delas. 

A banda é formada por Alana, Este e Danielle Haim, mas apenas as duas últimas participam da canção. Logo antes da estreia do álbum, Taylor Swift contou que se inspirou em diversos podcasts sobre crimes e assassinatos para compor “no Body, no crime”.

“Dorothea” e “Ivy” são músicas que se conversam, que falam sobre amores que se perderam e que acabaram tomando conta de tudo, como ervas daninhas. Nelas também conseguimos ouvir diversas camadas de instrumentos, um descanso do sintetizador presente em diversas músicas também de “Folklore”, chegando a ser monótono algumas vezes.



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